Bancários de Alagoas e de todo o país realizam assembleia nesta quinta-feira (1º/10) para votar o indicativo de greve feito pelo comando nacional da categoria. A paralisação deve acontecer a partir de terça-feira, dia 6, por tempo indeterminado, em virtude dos bancos não terem apresentado uma proposta satisfatória para o reajuste salarial e outras reivindicações dos trabalhadores.
A assembleia para decretação da greve está marcada para as 18 horas, na sede do Sindicato dos Bancários. Na oportunidade também será oficializada a posição da categoria em relação a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que deve ser de rejeição.
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16%, melhoria da Participação nos Lucros, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese, fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais equipamentos de segurança nas agências, igualdade de oportunidades, entre outros itens. Mas os bancos só concordaram em conceder 5,5% de reajuste nos salários e demais verbas, índice inferior ao da inflação dos últimos doze meses, que foi de 9,88%. Eles também negaram as demais reivindicações.
O Sindicato dos Bancários vem percorrendo as agências da capital desde esta terça-feira para mobilizar os associados e convocá-los para a assembleia de quinta. O clima nas unidades é de grande insatisfação com a proposta dos bancos. O presidente do Sindicato, Jairo França, voltou a criticar a postura dos bancos na mesa de negociação, por terem “apresentado uma proposta econômica desrespeitosa, apesar do lucro de R$ 36 bilhões que obtiveram no primeiro semestre”.
Caso a greve seja aprovada nesta quinta, os bancários farão nova assembleia geral na segunda-feira, véspera do movimento, para preparar e organizar as ações que visam garantir a adesão dos trabalhadores. Os bancos têm até lá para chamar uma nova negociação e melhorar a proposta.




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