29/07/2013 8h23

Indústria da transformação, construção civil e agropecuária derrubam o nível de emprego no Estado

Estado perdeu 43,5 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2013

Alagoanos buscam trabalho nas agências de emprego

Valdi Junior/VALOR MERCADO

Alagoas liderou o desemprego no primeiro semestre de 2013, com a perda de 43,5 mil postos de trabalho. O fechamento de milhares de vagas na ordem decrescente fora decorrente da entressafra da moagem de cana-de-açúcar [ indústria da transformação], da redução da atividade da construção civil e da perda de produtividade da agropecuária.

Os três segmentos passam momentaneamente por adversidades. A indústria sucroenergética sofre com a estiagem nos últimos anos e a baixa de preço da commodity açúcar no mercado internacional, o que impacta negativamente a cadeia produtiva. A construção civil diminuiu o ritmo do lançamento de imóveis. E agropecuária perdeu produção e produtividade com a seca.

Por isso, não somente Alagoas, mas vários estados nordestinos registraram perda de empregos. Os sintomas são maiores onde a industrialização ainda é incipiente.

Além dos fatores sazonais, a economia brasileira também atravessa período de retração. O comércio e serviços, que vinham contribuindo para manter o índice de emprego em alta, perderam fôlego.

Esse quadro deve ser revertido a partir deste segundo semestre, quando as usinas acionam as caldeiras e iniciam a moagem da safra de cana 2013/2014. Entretanto, é bom destacar que o setor não emprega mais a quantidade de trabalhadores de antes por fatores tecnológicos e a perda de eficiência produtiva.

 

TAGS:

Deixe o seu comentário